sexta-feira, 31 de outubro de 2014

De repente...

(confissões)

De repente, e, não mais do que de repente
Fui tomado de assalto por uma necessidade
Abrupta de viver;
Andar descalço pelos prados verdejantes;
Correr pelas campinas sem rumo, sem destino;
Nadar os rios que nadei na infância;
Escalar os montes, e olhar para além deles, e,
Ver nada mais que a linha do horizonte.
Queria pedalar minha bicicleta por uma rua qualquer.
Nesse átimo do tempo, olhei para o lado
O despertador me convidava a voltar
Voltar para o mundo de concreto; areia, pedra e cimento
Mundo de cimento acinzentado.
Levantei ainda trôpego de sono

O dever me chama.