sábado, 23 de abril de 2011

Aonde chegaremos com tantas promessas de bênção?

João Ferreira Leite luz

(Reflexão)

“A grandeza de uma causa não é determinada pelo que os seus seguidores ganham ao segui-la, mas pelo preço que estão dispostos a pagar por ela”.
Ricardo Gondim

Refletindo neste texto, inevitavelmente lembrei-me do momento que o cristianismo da ala evangélica atravessa. Com seu segmento mais visível chamado de neo-pentecostal, segmento este que tem seus fundamentos alicerçados na teologia da prosperidade.
Agora, penso que as igrejas que se alicerçam em promessas inconseqüentes de bênçãos: cura, prosperidade, saúde e sucesso. Estão lucrando com a doença, a pobreza e com a desgraça dos outros.
Os pastores que fundamentam o evangelho só em promessas de bênção, capitalizam em cima da desgraça dos seres humanos.
A grande questão é que tipo de mensagem essas igrejas pregaria para alguém que já experimentou toda sorte de bênção e prosperidade, e ainda sim sua vida é vazia de significado.
Um dos imperativos do evangelho é que aqueles que se convertem ao Cristo, também se convertam a sua causa, portanto, devemos como discípulos de Jesus, nos tornar agentes promotores de justiça.
Paulo, apóstolo quando escreveu sua carta à igreja que estava em Roma disse que “O reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito santo” (Rm 14.17).
Então devemos como igreja, parar de ficar mendigando bênçãos para nossa vidinha cômoda, e arregaçarmos as mangas e sermos nós a bênção que os menos favorecidos tanto precisam.
O grande problema é que estamos transformando um evangelho de perspectivas eternas em meros benefícios materiais e passageiros.

Que Deus tenha piedade!