terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Deus em silêncio

Reflexões

Imaginemos a cena: uma criança nasce e é colocada em um berço, o que é uma coisa natural, entretanto, depois de certo tempo ela cresce mais um pouquinho e é colocada em um berço maior, daqui a pouco ela já é adulta e continua dormindo num berço grande. A história é até engraçada, todavia, é assim que muitos de nós queremos se relacionar com Deus.
Almejamos que ele nos atenda sempre em nossas petições, que abra todas as portas de emprego, que nos cure sempre de todas as doenças, ou melhor, que nunca permita que fiquemos enfermos. A grande pergunta é a seguinte, se Deus satisfazer todos os meus caprichos onde é que sobra espaço para eu desenvolver minha humanidade? Por que se ele me atendesse sempre, me curasse sempre, nunca permitisse que eu enfrentasse dificuldade alguma. Eu seria uma espécie de protegido de Deus, seria especial ou predileto, ou ainda seria quase uma divindade. De fato, eu não seria humano, pois a vida humana é marcada por aflições (Jo. 16.33). Deus às vezes fica “ausente” para que possamos amadurecer nossa humanidade.
È nesse processo chamado lutas, dificuldades, que nós seres humanos vamos gradativamente desenvolvendo nossas virtudes, nossa grandeza, em fim vamos se tornando mais humanos, mais maduros. Aliás, alguma coisa existe de errado em uma religião em que as pessoas com o passar do tempo ao invés de se tornarem mais humanas, vão se tornado mais “divina”, mais arrogante, mais desumana.
A mensagem do cristianismo é exatamente esta, que à medida que nos aproximamos de Jesus a sua natureza seja implantada em nós, e isso nos habilita a participarmos da natureza divina. E essa natureza divina em nós paradoxalmente nos impulsiona a querer ser mais humanos.
Jesus veio ao mundo não para apenas conhecermos o perfeito Deus, mas também para conhecermos o perfeito homem.

Que Ele nos ajude!
João Ferreira Leite Luz



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