terça-feira, 17 de agosto de 2010

Miserável à porta da misericórdia de Deus

Categoria – confissões

“Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados”. (Ney Matogrosso em Sangue Latino). Sou miserável, sem constrangimentos assumo minha condição de miserável pecador.
Assumo os pecados - que são muitos -, e acredito no Senhor Deus dos desgraçados, aliás, penso que Jesus seja essencialmente o Deus dos falidos, dos fracassados, dos excluídos e marginalizados pela sociedade.
Depois de muito tempo dependendo da minha própria justiça, depois dos incontáveis fracassos da minha alto piedade, estou aprendendo a ser dependente da graça divina.
Em determinada ocasião Jesus disse que não veio para chamar os justos, e sim os pecadores ao arrependimento, e que quem precisa de médico são aqueles que estão doentes e não quem está são. (Evangelho de Marcos 2.17).
Portanto, abandonei minha falsa ideologia de religioso todo certinho e me tornei um “desgraçado, digno de compaixão, cego e nu”, para de alguma maneira alcançar graça, misericórdia, colírios para meus olhos e roupa para minha nudez. (Apocalipse 3.17).
Quero, portanto, solidarizar-se com os que tropeçam, e com os que não alcançam os padrões de santidade exigidos pela religião. Quero ser amigos de pecadores; prostitutas, homossexuais, dependentes químicos e “jantar com publicanos”. (Evangelho de Marcos 2.15-16)
Penso que os pecadores mais miseráveis são aqueles que nunca transgridem, pois assim também nunca experimentam a graça de serem perdoados.
Pobres religiosos que nunca erram, jamais saberão o gosto do abraço afetivo do Pai quando afaga o filho perdido que volta ao lar.
Minha prece, portanto se torna essa:
Pai bendito eu estou mais uma vez de coração angustiado de volta ao lar, “já não sou digno de ser chamado seu filho, faze de mim como um de seus empregados”. Amém! (Evangelho de Lucas 15.21-24, parábola do filho pródigo).
E todos nós sabemos o resto da história.

Miserere cordis, miserandus, a, um – Misericórdia Senhor, Ah! Mísero que sou
João Ferreira leite Luz

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