sexta-feira, 23 de julho de 2010

Quando oramos a quem estamos tentando impressionar?

Reflexões

Existem algumas frases no meio evangélico que demonstram mais ou menos a nossa linha de raciocínio, frases do tipo: “Se orar de joelhos Deus ouve”, ou “De joelhos é melhor” ou ainda; “De madrugada a fila é menor”.
A oração não é uma técnica para se conseguir bênção, muito menos as posições e os horários que se destinam a oração podem definir sua eficácia.
Como se Deus se prendesse a fórmulas e métodos humanos para nos atender em nossas petições. A posição do corpo deve estar em coerência com os sentimentos do seu coração, ou ainda, a posição do seu corpo é uma conseqüência daquilo que já existe no coração.
Seria prudente lembrarmos as palavras de Deus através do profeta da antiguidade: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo coração”. Jeremias 29-13. Ou nas palavras de Jean Nicholas Grou “É o coração que ora, é a voz do coração que Deus ouve, e é ao coração que Deus responde”.
Os sacrifícios que agradam a Deus são primeiro os que nascem da nossa interioridade como disse o rei Davi em oração: “os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus não desprezarás”. Salmo 51.17
Se não tomarmos cuidado a posição externa do corpo pode revelar muito mais uma tentativa de demonstrar piedade aos homens do que para com Deus. E foi Jesus quem denunciou esta prática entre os hipócritas: “E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa”. Evangelho de Mateus 6.5.

Que Deus nos ajude!
João Ferreira Leite Luz

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