terça-feira, 21 de abril de 2009

Tão humano quanto os demais humanos

(Categoria – reflexões)

A ideia é que aqueles que buscam espiritualidade devem ser especiais, ou preferidos de Deus. Ocupando assim lugar de distinção, posições privilegiadas em relação aos outros.
Bom, pelo menos uma grande maioria de pessoas mal informadas pensa assim. Um tanto pela falta de cultura (informação), outro tanto devido aos charlatões da fé, que manipulam a situação alheia, ou seja, pessoas inescrupulosas que mantêm o próximo debaixo do sentimento de culpa, fazendo com que eles se sintam os mais desgraçados dos seres humanos.
Coisa ridícula usar a religião, e, pior usar o nome de Deus para manter os indivíduos escravizados debaixo de uma cancela, debaixo de uma canga insuportável.
Tenho uma boa notícia. Ou melhor, a mais alvissareira das notícias: Deus nos considera todos iguais, somos todos humanos. Ninguém é melhor que o outro, nem o melhor de todos religiosos, se é que isso existe.
Gosto de um fragmento do texto de Caio Fábio extraído do livro No Divã de Deus:

“Os salmos mostram o lado humano dos heróis da fé. Revela como nós e eles, somos feito da mesma estrutura, o pó; somos possuídos pela mesma natureza, a dos seres caídos; vivemos e nos alimentamos do mesmo sentimento, a esperança; sofremos do mesmo mal, a dúvida, carecemos das mesmas coisas, amor e graça”.

Em tempos passados já pensei ser uma espécie de predileto de Deus, hoje, contudo, sou feliz em ser apenas mais um humano entre os demais humanos.

Que Deus me ajude!
Errare humanum est - errar é humano
João Ferreira Leite Luz