domingo, 19 de abril de 2009

Papai, o homem que quando eu nasci já era velho

(Categoria - minha história)

Quando nasci meu pai já tinha 54 anos de idade, portanto, quando comecei a crescer e entender alguma coisa meu pai já era velho. A imagem que eu tenho do meu pai é sempre a mesma, um senhor de uns 65 anos, pois, desde que o conheci até o dia de sua morte ele teve sempre a mesma aparência - a de um senhor de idade.
É meio esquisito tentar escrever a respeito de uma pessoa que a gente teve pouco contato, e para agravar essa convivência foi na minha infância e toda lembrança é fugidia. Por mais que eu tente me lembrar, as lembranças são sempre escassas e confusas. Desde que eu me lembro meu pai morou muito pouco conosco, pois, ele e minha mãe viviam em constantes brigas e por fim veio a separação legal. Papai fez uma falta enorme para mim e minhas irmãs. Hoje depois de um ano da sua morte fico varrendo os porões da memória tentando encontrar lembranças do pouco tempo em que convivi com ele, mas nem por isso é justo dizer que não tenho memória alguma dele, aliás, existem algumas lembranças que permanecem vivas dentro de mim, e essas lembranças é para mim um particular tesouro que guardo a sete chaves por serem muito raras.

Bendita memória!
João Ferreira Leite Luz

2 comentários:

José Heitor Santiago disse...

João

Gostei de o ler e de o sentir!
Gostei da sua história e de si!
O Pai é um pilar;
mas temos por vezes de construir os nossos pilares e/ou substituí-los.

Abraços poema,

jhs

João Ferreira disse...

Santiago,

Muito obrigado por suas considerações.

Forte abraço,

João